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sábado, maio 2, 2026

Presidente da Alerj propõe homenagem à bióloga Tatiana Sampaio que desenvolveu a Polilaminina

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Deputado Guilherme Delaroli quer conceder à pesquisadora o título de Benemérita do Estado do Rio de Janeiro.

Por Ascom Alerj

 A pesquisadora Tatiana Sampaio, que está na linha de frente das pesquisas sobre a polilaminina, substância experimental para um possível tratamento de lesão medular, pode receber o título de Benemérita do Estado do Rio de Janeiro.  A proposta é do presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Guilherme Delaroli (PL), e deve ser votada e aprovada em breve pelo plenário da Casa.

Tatiana Lobo Coelho de Sampaio é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1995 e coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, no Instituto de Ciências Biomédicas. Formada, mestre em Biofísica e doutora em Ciências pela própria UFRJ, também realizou pós-doutorado na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e na Alemanha.

Há mais de 25 anos, ela se dedica a pesquisas sobre regeneração do sistema nervoso, estudando como proteínas influenciam o comportamento das células na reconstrução de conexões nervosas. À frente desses estudos, liderou a pesquisa que desenvolveu a polilaminina, molécula derivada da laminina, uma proteína natural do organismo, que pode abrir caminho para novos tratamentos de lesões na medula.

Chance de recuperar movimentos

O presidente em exercício da Alerj exaltou o trabalho desenvolvido por Tatiana e sua equipe. Delaroli destacou que, graças a essa pesquisa, pacientes com lesões graves, paraplegia e tetraplegia, que antes recebiam o diagnóstico de “irreversível”, têm agora a chance de recuperar movimentos, sentir o próprio corpo novamente e sonhar com autonomia.

“A doutora Tatiana é a prova de que a ciência brasileira, quando financiada e valorizada produz resultados de excelência. A sua trajetória, que concilia o rigor científico com a paixão pela vida, nos lembra que o maior instrumento de transformação social e de saúde é o conhecimento”, afirmou.

stágio da pesquisa 

Em fevereiro de 2026, a Anvisa aprovou o início da Fase 1 de testes clínicos em humanos para avaliar a segurança da polilaminina. Embora o trabalho tenha gerado grande entusiasmo, a própria Tatiana e outros especialistas ressaltam que a substância ainda é experimental e não deve ser tratada como uma “cura garantida” até que todas as fases de testes em humanos sejam concluídas.

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