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domingo, maio 3, 2026

‘Visualidades na luta antirracista’ recebe o cineasta Clementino Júnior nesta semana em Macaé

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‘Visualidades na luta antirracista’ recebe o cineasta Clementino Júnior nesta semana em Macaé

Por Secom Macaé

Com foco no combate ao racismo, o Centro de Formação Carolina Garcia da Secretaria de Educação está recebendo o cineasta Clementino Júnior, que vai abordar o trabalho focado na promoção da igualdade racial. A programação intitulada ‘Visualidades na luta antirracista’ é aberta ao público e está sendo ministrada na Cidade Universitária de Macaé , em que programação vai acontecer na próxima sexta-feira (5), às 15h. Já no sábado (6), será a vez do Sindipetreo-NF, às 9h. O foco de sua produção cinematográfica é a luta antirracista e pelos Direitos Humanos.

A visita do cineasta em Macaé tem como objetivo unir produção audiovisual, pesquisa, educação, memória e mobilização social. Suas palestras e documentários funcionam como instrumentos de conscientização, formação crítica e valorização das narrativas negras, elementos indispensáveis para enfrentar o racismo estrutural. Entre as propostas de suas apresentações estão a valorização da memória e das narrativas negras e a educação e formação crítica. Vale lembrar, que os documentários de Clementino Junior resgatam histórias, personagens e territórios que tradicionalmente foram apagados ou distorcidos nas narrativas hegemônicas. Ao trazer à tona vozes negras e suas experiências, ele contribui para reconstruir a memória coletiva e fortalecer a identidade racial.Além disso, as mesas redondas em que participa oferecem um espaço didático para contextualizar o racismo no Brasil e discutir estratégias de enfrentamento. Clementino utiliza o cinema como ferramenta pedagógica, facilitando o diálogo com diferentes públicos – escolas, universidades, instituições públicas e movimentos sociais – tornando o debate mais acessível e sensível.

Na sexta-feira (5) o cineasta vai apresentar o documentário “Trem do Soul”, que traça a história memorial e afetiva de um movimento jovem, preto e periférico que mexeu com corações, corpos, mentes na década de 1970, no Rio de Janeiro, além de rememorar algumas das figuras culturais mais importantes do estado. A programação contará com o mediador , o professor e jornalista Gerson Dudus. Já no sábado (6) será a vez da exibição de “Quanto vale 1 Década?”. O documentário aborda a história que após uma década do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana/MG/Brasil, das mineradoras Samarco/BHP Billiton/Vale, o diretor reencontra quatro atingidos que entrevistou em 2018 enquanto pesquisador, e reflete com eles sobre como cada um segue após seus planos de vida e seu cotidiano serem interrompidos pela lama de rejeitos do crime socioambiental em 2015. O encontro contará com mediação do professor mestre Paulo Henrique Dantas

Clementino Jr. é também educador audiovisual desde 2007, lecionando em todo o Brasil, e já ganhou prêmios em diversos festivais. Foi curador em mostras e festivais e vice-presidente da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas (ABDN) entre 2011 e 2012. Em 2008, quando iniciou o CAN, traçou o objetivo de produzir conteúdos para filmes da diáspora africana. Em outubro de 2016, inaugurou CineGeasur, um misto de Cineclube e Curso de Extensão Universitária com pauta em Cinema, Memória e Direitos Humanos. Deste modo, ele viu que não poderia deixar de registrar na memória cinematográfica do país esta figura ímpar que foi e é Marcos Romão.

Clementino Junior é acadêmico, cineasta, animador, cineclubista, mobilizador cultural, professor de audiovisual, roteirista, editor e atuante nas Artes Visuais. Foi curador e coordenou o Cineclube da ABDeC-RJ (2007/2008), e desde 2008 realiza sessões mensais do CAN – Cineclube Atlântico Negro, ação que une Cinema e Movimentos Sociais, com programação voltada para filmes da diáspora africana.

O cineasta já realizou cerca de 30 filmes autorais, sendo um longa-metragem documentário e 25 curtas metragens, dos quais quatro animações, cinco ficções e 14 documentários. Ele também doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação , mestre em Educação , bacharel em Programação Visual e possui Licenciatura em Artes. Já ministrou animação no curso de Graduação em Cinema , Pós-graduação para ensino pela lei 10.639/03, e cursos livres e oficinas audiovisuais em Unidades do SESC, SENAI, e inúmeros projetos sociais no Brasil.

Na sua jornada, ele já fez parte de comissão de seleção de projetos audiovisuais na Riofilme e em outros estados (mais recentemente editais de audiovisual de Niterói, e Funcultura de Espírito Santo e Pernambuco). É professor de Projeto de Animação na graduação em Produção Multimídia no Instituto INFNET (ECDD), atua como Professor de Audiovisual na Escola ORT, professor de Inovação e Criatividade na Escola EliezerMax, e junto ao grupo de pesquisa GEASur da UNIRIO (Grupo de Estudos em Educação Ambiental Desde El Sur) coordenando o Cineclube e curso de extensão CineGeasur.

O Sindipetro-NF está localizado na Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro. Já a Cidade Universitária funciona na Rua Aloísio da Silva Gomes, 50, no bairro Granja dos Cavaleiros.

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